Aprender e ensinar na era digital - conclusões do tema 1
A
realidade tal como a conhecemos hoje tende a mudar a um ritmo galopante, com a
evolução das novas tecnologias a superarem-se constantemente e a exigir de nós
próprios também essa mesma atualização. Assisto, regularmente, a um programa na
TV denominado "Futuro hoje" que apresenta as novas ferramentas
tecnológicas que têm como objetivo auxiliar o ser humano nas suas mais variadas
atividades do dia a dia. Assim como, as tecnologias auxiliam nas tarefas
pessoais, domésticas, sociais, profissionais,… também têm sido desenvolvidas e
aplicadas tecnologias ao serviço da Educação. O que era inevitável!
O
paradigma de aprendizagem tem vindo a evoluir, desde o ensino por
correspondência passando pela tele-educação até aos dias de hoje, em que os
suportes digitais assumem a primazia na forma de promover a aprendizagem. É
neste contexto que o e-Learning assume-se como uma forma de ensino a distância,
baseado nas tecnologias da internet. O modelo de e-Learning veio revolucionar a
forma como podemos aprender, sem limitações de tempo, espaço ou lugar, o que,
para quem procura formação inicial ou aperfeiçoamento de competências
profissionais, torna-se uma mais valia, facilitando a gestão do seu tempo e contornando muitas barreiras.
Assim,
tem-se assistido a muitas mudanças no universo da Educação, na forma de
pensarmos e promovermos o ensino, o que implicou e implica necessariamente,
alterações ao nível do que é esperado de cada um dos intervenientes. Consequentemente, passou-se de um modelo sobretudo
unilateral, centrado na sabedoria do professor e na transmissão de conhecimentos
por parte deste, de um modo formal, para um modelo centrado no aluno, em que o
professor tem o papel de líder mas também de facilitador. Para além de dirigir
a aprendizagem, tem que ter uma intervenção ao nível dos conteúdos, que consiga
ir ao encontro das diferenças individuais dos alunos. Ao aluno é solicitada uma
participação mais ativa, mais dinâmica e que se co-responsabilize pelo processo
de aprendizagem. E também às instituições, que promovem o ensino, que têm de se atualizar
e conceber novos cenários de ensino, recorrendo às ferramentas que a tecnologia
e a era digital disponibiliza.
Deste
modo, o e-learning enquanto processo de ensino/aprendizagem tende a promover a
interação, a colaboração entre os professores, alunos e conteúdos. Falar
desta interação, implica falarmos em educação em rede, numa educação aberta, sem
constrangimentos ou limites e que se baseia em redes formais ou informais, que
se apoia em ferramentas tecnológicas mas que cria também novas formas de nos
relacionarmos uns com os outros, num espaço de partilha e colaboração,
traduzindo-se num novo paradigma emergente de educação.
O próximo
desafio em termos de educação, será o de conseguir que cada um de nós se
consiga manter focado e motivado para o processo de aprendizagem, que tenhamos “a
humildade de querer estar sempre a aprender”, (Isabel Heitor, Revista Dirigir
&Formar), pois as barreiras que por vezes são apontadas como um entrave à
formação tendem a dissipar-se no contexto da educação aberta online.
Dúnia, o primeiro parágrafo do seu texto onde aborda a questão do uso da tecnologia nas várias atividades diárias por forma a auxiliar o seu humano (algumas apresentadas no programa "Futuro Hoje") fez-me recordar uma entrevista que li há pouco tempo, do António Damásio. (Por motivos profissionais interessa-me bastante a relação entre as emoções e a tomada de decisão e, por esse motivo, os seus livros são fantásticos para mim.). Na entrevista ele falava dos benefícios da inovação tecnológica mas também identificava os riscos associados à automação não mediada pelo ser humano: dizia que agora, nos EUA, já existiam milhares de carros autónomos - self-driving e que, ele próprio já tinha um com self parking e lane changing mas que tinha mandado desligar o self breaking. Achei bastante engraçado não percebendo, de início, o porquê da diferença. Damásio defendia que era necessário colocar "uma estrutura ética" no programa para que o carro não fizesse "violações éticas".
ResponderEliminarPenso que é isso mesmo - será necessário aumentar a literacia digital e a inclusão do social nos processos tecnológicos. Sem a já referida mediação não será, certamente algo positivo.
Olá Ana!
EliminarAgradeço o comentário! Penso que o futuro vai ser algo de maravilhoso, com tanta tecnologia associada e concordo consigo quando refere a questão da necessidade de aumentar a literacia digital e a inclusão social. Caso contrário corremos o risco de uma parte da população não ter as mesmas oportunidades. Costumo dar o exemplo da geração da minha mãe que aprendeu a ler à luz de uma candeia e hoje em dia faz pesquisas no Google! :)